Sarandi cria Plano de Ação para Lei Aldir Blanc

16 de Setembro de 2020

 

Desde o início da pandemia, o cenário artístico e cultural de Sarandi está em busca de um movimento contínuo para impulsionar o mercado cultural. Para isso, artistas e produtores se reuniram para criarem um plano de ação. O objetivo foi desenvolver diretrizes que norteassem o grupo na realização de editais por meio da Lei Aldir Blanc.

O primeiro passo foi a realização de um encontro online para a escolha de 10 participantes. Essas pessoas, da sociedade civil e da gestão pública, foram escolhidas para comporem o Comitê Gestor da Lei Aldir Blanc.

Segundo Daiane Caroline Machado, representante do hip-hop e da Cultura popular de Sarandi, o comitê tinha que ser engajado, representar os artistas e fazer a informação chegar aos interessados. “Graças ao comprometimento dos participantes, conseguimos levantar as demandas da nossa comunidade e, assim, levar às discussões do grupo. Foi um trabalho árduo. O objetivo principal será contemplar os artistas locais”.

O Comitê também ficou responsável em analisar os cadastros dos artistas. O cadastramento foi realizado por meio de uma plataforma que ainda está ativa no site da Prefeitura. “Com os dados em mãos, foi elaborado um documento com sugestões por área de atuação. Um dos passos será deixar o cadastramento ativo. Através de uma regulamentação municipal, vamos dar ciência e publicidade para os artistas entenderem a necessidade desse cadastro. Até o momento, foram realizados 124 cadastros de artistas e 5 de espaços culturais. Vamos divulgar um prazo limite em breve”, explica Jairo Augusto Saldanha Locatelli, secretário de Juventude, Cultura, Esportes, Lazer e Turismo de Sarandi.

Todas as informações levantadas pelo grupo culminaram na criação de um Plano de Ação para Lei Federal 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc. O documento será apresentado ainda nesta semana. “Queremos publicar o Plano o quanto antes, é de interesse de todos que consigamos participar do 2º lote de iniciativas aprovadas”, declara Jairo. “A partir dessa publicação, vamos à próxima etapa, elaborar os editais de chamamento público. Já estamos trabalhando nisso”, enfatiza.

O Plano apresentará diversas propostas, entre elas um edital de premiação cultural de reconhecimento, para contemplar grupos não formais ativos há mais de 2 anos no município. E mais dois editais, um de apresentação e de cursos. 

De acordo com Alan Gaitarosso, consultor do ICI e membro do Conselho Estadual de Cultura (CONSEC), os resultados apresentados pelo Comitê superaram as expectativas. “No momento em que o Jairo me procurou, sugeri a ele que fosse criado um conselho com representantes dos diversos segmentos artísticos do município. Convocamos os representantes e, junto com a Soraya Amaral, também membro do CONSEC, ajudamos a comissão a analisar a Lei Aldir Blanc e pensar um plano de ação para aplicação do recurso. Fiquei muito feliz com o resultado, com o comprometimento de todos que participaram, os artistas de Sarandi se empoderaram da situação e construíram, em coletivo, um belíssimo projeto”.

Para Soraya, existe ainda um problema de organização e entendimento na maior parte dos municípios da região. “Somos 250 municípios sem políticas públicas para Cultura. Municípios onde a gestão municipal não tem compromisso e foco com a Cultura local. A vocação cultural dos municípios diz respeito a políticas públicas e fomento. Nosso trabalho, como Conselho, tem sido dar o pão neste entendimento. Organizar e fortalecer os movimentos de Cultura que fluem e surgem com a passagem da Lei. Fazemos busca ativa em municípios, como aconteceu em Sarandi, para oferecer esse acesso. Temos que estar atentos as exigências legais, análises de méritos e de currículos não cabem agora”, declara. 

ASCOM ICI
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