Dia do Livro: Maringá tem, pelo menos, 400 obras de autores maringaenses

23 de Abril de 2021

Maringá esbanja riqueza em talentos artísticos e culturais. No segmento da literatura, Maringá é reconhecida nacionalmente pelas obras de autores locais.

A estimativa da Academia de Letras de Maringá (ALM) é que exista, pelo menos, 380 obras de autores maringaenses. Mas o número deve ultrapassar isso facilmente. Na estante exclusiva para autores locais da Biblioteca Pública Centro de Maringá, são cerca de 400 títulos de escritores de Maringá.

“Em nossa biblioteca temos cerca de 380 obras de autores maringaenses. Mas, com certeza esse número é muito maior, pois Maringá tem muitos escritores que não pertencem à Academia de Letras”, explicou a presidente da ALM, Majô Baptistoni.

Segundo ela, apesar do belo acervo local que a cidade agrega, os próprios maringaenses ainda precisam valorizar esse mercado. “A nossa literatura está recheada de talentos excepcionais, e buscar por essas obras pode ser uma experiência que nos levará a descobrir histórias e poesias com as quais poderemos nos identificar, pois tal literatura nasceu aqui, ela é fruto de uma construção sociocultural da qual também fazemos parte”, analisa.

A Biblioteca Pública Centro de Maringá tem uma estante somente com autores maringaenses. A estimativa é que sejam cerca de 400 títulos diferentes, no total de 1200 exemplares. Alguns para empréstimo, outros apenas para consulta.  “São livros de escritores maringaenses dos mais variados gêneros, literatura, história da cidade... Além de livros para adultos e também infanto-juvenil”, explicou a gerente municipal do Livro, Thays Pretti.

MERCADO EDITORIAL

Apesar de ser uma cidade do interior, Maringá desponta também no setor de editoração. Com escritores maringaenses reconhecidos nacionalmente, a cidade também agrega editoras locais, focadas justamente no trabalho de autores iniciantes.

A R Publisher Editora, por exemplo, nasceu em 2015 da necessidade da escritora Angela Ramalho publicar os próprios livros. De lá para cá, foram 210 livros publicados, focado 60% em autores iniciantes de Maringá e cidades da região, apesar de haver publicações de outros estados.

De acordo com a proprietária, Angela Ramalho, o mercado editorial de Maringá é promissor. Sofreu impactos com a pandemia, mas manteve-se ativo e contínuo na publicação de livros de escritores locais.

“É incrível dizer isso em uma cidade do interior, de uma editora independente praticamente desconhecida e que trabalha só com autores desconhecidos da grande mídia, mas nosso trabalho não parou. Produzi 50% do que esperava em 2020, mas este ano, até agora, já são 70 títulos sendo produzidos. Até dezembro, devo passar de 100. É um mercado bastante movimentado. Acredito que esse movimento são os escritores acreditando que os livros possam ser lançados em algum local até o fim do ano. Cada autor vem encarando de uma forma para fazer seu livro chegar até o público. Mas estou bem otimista”, avalia.

Segundo ela, por ser uma editora pequena, a prioridade são prestadores de serviços também pequenos, como forma também de valorizar o trabalho local. São cerca de 30 profissionais envolvidos na editoração, entre capistas, catalogação, diagramadores, transportadoras, ilustradores, gráficas, redatores, revisores, etc.

FOMENTO

O Instituto Cultural Ingá (ICI) apoia projetos literários por meio da Lei Nacional de Incentivo à Cultura, com auxílio na captação de recursos para execução das obras. Atualmente, o terceiro livro do escritor maringaense Eliton Oliveira está na prateleira dos projetos apoiados pela entidade.

Dia 23 de abril é celebrado o Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor. 

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