Maringá esbanja riqueza em talentos
artísticos e culturais. No segmento da literatura, Maringá é reconhecida nacionalmente
pelas obras de autores locais.
A estimativa da Academia de
Letras de Maringá (ALM) é que exista, pelo menos, 380 obras de autores
maringaenses. Mas o número deve ultrapassar isso facilmente. Na estante
exclusiva para autores locais da Biblioteca Pública Centro de Maringá, são
cerca de 400 títulos de escritores de Maringá.
“Em nossa biblioteca temos cerca
de 380 obras de autores maringaenses. Mas, com certeza esse número é muito
maior, pois Maringá tem muitos escritores que não pertencem à Academia de
Letras”, explicou a presidente da ALM, Majô Baptistoni.
Segundo ela, apesar do belo
acervo local que a cidade agrega, os próprios maringaenses ainda precisam valorizar
esse mercado. “A nossa literatura está recheada de talentos excepcionais, e
buscar por essas obras pode ser uma experiência que nos levará a descobrir
histórias e poesias com as quais poderemos nos identificar, pois tal literatura
nasceu aqui, ela é fruto de uma construção sociocultural da qual também fazemos
parte”, analisa.
A Biblioteca Pública Centro de
Maringá tem uma estante somente com autores maringaenses. A estimativa é que
sejam cerca de 400 títulos diferentes, no total de 1200 exemplares. Alguns para
empréstimo, outros apenas para consulta. “São livros de escritores maringaenses dos
mais variados gêneros, literatura, história da cidade... Além de livros para
adultos e também infanto-juvenil”, explicou a gerente municipal do Livro, Thays
Pretti.
MERCADO EDITORIAL
Apesar de ser uma cidade do
interior, Maringá desponta também no setor de editoração. Com escritores
maringaenses reconhecidos nacionalmente, a cidade também agrega editoras
locais, focadas justamente no trabalho de autores iniciantes.
A R Publisher Editora, por exemplo,
nasceu em 2015 da necessidade da escritora Angela Ramalho publicar os próprios
livros. De lá para cá, foram 210 livros publicados, focado 60% em autores
iniciantes de Maringá e cidades da região, apesar de haver publicações de
outros estados.
De acordo com a proprietária,
Angela Ramalho, o mercado editorial de Maringá é promissor. Sofreu impactos com
a pandemia, mas manteve-se ativo e contínuo na publicação de livros de
escritores locais.
“É incrível dizer isso em uma
cidade do interior, de uma editora independente praticamente desconhecida e que
trabalha só com autores desconhecidos da grande mídia, mas nosso trabalho não
parou. Produzi 50% do que esperava em 2020, mas este ano, até agora, já são 70
títulos sendo produzidos. Até dezembro, devo passar de 100. É um mercado
bastante movimentado. Acredito que esse movimento são os escritores acreditando
que os livros possam ser lançados em algum local até o fim do ano. Cada autor
vem encarando de uma forma para fazer seu livro chegar até o público. Mas estou
bem otimista”, avalia.
Segundo ela, por ser uma editora
pequena, a prioridade são prestadores de serviços também pequenos, como forma
também de valorizar o trabalho local. São cerca de 30 profissionais envolvidos
na editoração, entre capistas, catalogação, diagramadores, transportadoras,
ilustradores, gráficas, redatores, revisores, etc.
FOMENTO
O Instituto Cultural Ingá (ICI)
apoia projetos literários por meio da Lei Nacional de Incentivo à Cultura, com
auxílio na captação de recursos para execução das obras. Atualmente, o terceiro
livro do escritor maringaense Eliton Oliveira está na prateleira dos projetos apoiados pela entidade.
Dia 23 de abril é celebrado o Dia
Mundial do Livro e do Direito do Autor.