Festival Folclórico de Etnias do Paraná em 2021 completa 60 edições

25 de Setembro de 2020

Eleito no início de setembro, Rogério Flor é o novo presidente da Associação Interétnica, responsável pela realização do Festival Folclórico de Etnias do Paraná. Um evento que existe há décadas no Estado e que chegara em 2021 à edição de número 60. Um desafio e tanto para os 16 grupos folclóricos participantes que, além das danças, também devem promover ações que mobilizem todo o Brasil, numa grande celebração que promete ficar pra história.

Em 2020, no entanto, o Festival precisou se reinventar e realizou todas as apresentações pela internet. Uma ferramenta que, provavelmente, nas próximas edições, deve se tornar uma grande aliada às apresentações tradicionais no Teatro Guaíra. Pela experiência dessa última edição, criada às pressas em meio a pandemia, o Festival atraiu milhares de visualizações e chegou a lugares inimagináveis. Foi assistido em diversos países e muito compartilhado pelas redes sociais.

“O Festival ocorreu de maneira surpreendente, não esperávamos tanto sucesso nas visualizações. O que nos deixou muito felizes, mesmo em meio a pandemia, levar um pouco de cultura e entretenimento ao nosso público, que todos os anos lotam quase todas as noites do Teatro Guaíra”.

Não só para o próximo ano, mas Rogério acredita que, a partir deste festival, foi possível perceber que este é um caminho sem volta e que será preciso manter as redes sociais ativas.

“Tanto para divulgar as nossas atividades, criar ações alternativas entre os grupos e também para manter nosso canal do Youtube com apresentações disponíveis, para quem estiver inscrito, poder nos acompanhar”, relata.

Atualmente, o evento envolve mais de 1500 folcloristas que celebram a cultura e as tradições de países como a Alemanha, Áustria, Bolívia, Brasil, Espanha, Grécia, Holanda, Itália, Japão, Polônia, Suíça e Ucrânia.

Rogério já esteve à frente da Aintepar em outras oportunidades e sabe das dificuldades que o evento enfrenta, a cada ano, para ser realizado. Ele acredita que, nestes próximos dois anos que ficará novamente no comando da entidade, a principal tarefa será a de manter os grupos ativos, de alguma maneira, para dar continuidade às atividades culturais após esse bloqueio causado pelo isolamento social.

“Precisamos, gradativamente, retomar os ensaios e as apresentações. Espero que isso aconteça logo, pois para nós, folcloristas, o contato com o público e os aplausos são nossa única recompensa e o nosso combustível para mantermos as tradições e costumes de nossos antepassados”.

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